endrominus

Pó Desgaste

  • grelha

Pequeno broche sentimental de aniversário

Publicado por endrominus em Março, 2011
Publicado em: música e voz, pedro lemos, podcast. Com as etiquetas: aniversário, RUC. Deixe um Comentário

Por favor, não o levem a mal. Trata-se de um Pequeno Broche Sentimental. Desentranhado de uma k7 vídeo de gravação contínua da emissão do quinto aniversário da Rádio Universidade de Coimbra, 1 de Março de 1991. Brancas e blues à parte, a voz denota uma coloração esverdeada e o som aparece um tanto amarelecido. Razões de sobra para fugir.

João Pedro Figueiredo

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Galanduns

Publicado por endrominus em Março, 2010
Publicado em: joão cardoso, mix. Com as etiquetas: Galandum Galundaina, Senhor Galandum. Deixe um Comentário

Primeiro assalto aos Galandum Galundaina, ainda cá volto por causa do nabos.

Ingredientes

  • La Galhina
  • Cabalheiralgo
  • Senhor Galandum

Mixordeio e fotografia

João Cardoso

4MB – 11:15m

Download endrominus_070

em círculos

Publicado por endrominus em Fevereiro, 2010
Publicado em: joão cardoso, mix. Com as etiquetas: Area, círculos, Janita Salomé, Mler Ife Dada, The Doors, The Stranglers. 2 comentários

há uma cor conjunta que atravessa a linha ténue da angústia
mas o gosto de converter o amor em extensões do nosso corpo
instiga a que se encontrem círculos
de caminhos em círculo
permanece
até ao próximo ciclo

CS

Ingredientes

  • The Stranglers – In the Shadows
  • The Doors – My Wild Love
  • Mler Ife Dada – L’ amour va toujours bien merci
  • Janita Salomé – Não é fácil o amor
  • Area – Il Massacro di Brandeburgo Numero Tre in Sol Maggiore

Mix fotografia e tal:

João Cardoso

5,5 MB – 15:58 m

download endrominus069

a area de Demetrio Stratos

Publicado por endrominus em Fevereiro, 2010
Publicado em: joão cardoso, mix, podcast. Com as etiquetas: Demetrio Stratos. Deixe um Comentário
Demetrio Stratos

In questa società, per bene che ci vada, la vita è una noia sconfinata.
In questa società, nulla, assolutamente nulla, riguarda le donne.
Dunque, a tutte le donne che non hanno paura né delle responsabilità né delle emozioni sconvolgenti, non rimane che rovesciare il governo, eliminare il sistema monetario, istituire l’automazione completa e distruggere il sesso maschile.
Valerie Solanas, Manifesto Scum (1968)
Ingredientes
  • Scum – Area
  • Gerontocrazia – Area
  • L’Abbattimento dello Zeppelin – Area
  • Luglio, agosto, settembre (nero) – Area
  • Fiocchi di neve e bruscolini – Carnascialia
Mix:
João Cardoso
8Mb – 23:08
Download – endrominus68

Cânticos de Krampus

Publicado por endrominus em Dezembro, 2009
Publicado em: mix, pedro lemos, podcast. Com as etiquetas: cânticos, krampus, Merry Christmas, natal. 3 comentários

Quem disse que o Natal era só prendas para os meninos bem comportados? E os outros? Os outros vão ouvir das boas desta personagem, Krampus de seu nome, que acompanha o Pai Natal com a missão de castigar os que não se portaram bem. Faz parte duma qualquer mitologia alpina, e  ficava a matar nos centros comerciais. É só alguém descobrir uma fórmula para ajudar ao negócio.

Feito com:

  • Adeus e Aloha – The Portuguese Heritage of Hawai – Religious Song;
  • Public Image Ltd. – Religion I;
  • Alberto Y Lost Trios Paranoias – Jesus Wept;
  • Paddy Roberts – Merry Christmas You Suckers (exc.);
  • Tiny Tim – Santa Claus Has Got The AIDS This Year (exc.);
  • The Yobs – Another Christmas;
  • The Wibbley Brothers – I Am the Pope;
  • Xao Sefcheque & Die Pest – Sternhagel (exc.);
  • Asesino – Padre Pedofilio;
  • Pizzicato 5 – Silent Night;
  • Hidden Traque.

Por:

Pedro Lemos

16Mb – 17m 07s

Download: Cânticos de Krampus

E dada a quadra que atravessamos, ainda levam um vídeo de presente:

casa de passe

Publicado por endrominus em Novembro, 2009
Publicado em: joão cardoso, mix, podcast. Com as etiquetas: Beirut, casa de passe, Jimi Hendrix, Mário Cesariny de Vasconcelos, The Pop Group. Deixe um Comentário

Casa de Passe, jjc

Ah! heróis do trabalho, que coisas raras fazeis!
Não sou um proletário vê-se logo
mas odeio cordialmente a gataria
e quanto a crocodilos, nem os do Jardim Zoológico
me atraem
quanto mais estes! E aqui é que começa o em-
bróglio… O pouco amor que eu tive à burguesia
deixei-o todo numa casa de passe
quando me perguntaram: quer assim ? Ou assim ?
E agora, era fatal, falto ao escritório,
falto ao escritório, pontualmente, todas as manhãs.

Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos de Mário Cesariny de Vasconcelos

Feito com:

  • Jimi Hendrix – Turn The Tides… Gently Gently Away
  • Beirut -My Night With the Prostitute from Marseille
  • The Pop Group – We Are All Prostitutes
  • Excerto d’O Poema Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos de Mário Cesariny de Vasconcelos Dito Por Mário Viegas

Feito por:

João Cardoso

13:14 m – 18 Mb

Download endrominus066

A Hora do Lobo: António Sérgio (1950-2009)

Publicado por endrominus em Novembro, 2009
Publicado em: joão cardoso, música e voz, pedro lemos, podcast. Com as etiquetas: António Sérgio, Art of Noise, Beatnigs, Big Audio Dynamite, Butthole Surfers, Dead Kennedys, Martin Rev, Passions, Shriekback, The Creatures, The Fall, The The, Theatre of Hate, Virgin Prune, World Domination Enterprises, XTC. Deixe um Comentário

antónio sergio

Este António Sérgio que não volta a fazer rádio foi tão importante para a minha geração como o outro António Sérgio, que escrevia livros, o foi para a sua.

Sei que isto para muitos será uma heresia. Mas quem o seguiu, desde os tempos da Rotação na RR, gravando programas inteiros nas velhas k7′s, única forma de ouvir a música que só ele passava em Portugal, e quem entenda que a música para nós ocupou o espaço dos ensaios, a comparação pode ser parva mas faz sentido.

António Sérgio abriu uma estrada de Lisboa a Londres e a Nova York que não existia, uma estrada com ligação directa às ruas de má fama, desviada de outros caminhos com passadeiras, os das todo poderosas editoras que moldavam o consumo da música moderna à maneira do negócio e da tacanhez, repetindo infindáveis Baby I Love You. Trazia canções que nos falavam de jovens urbanos chateados com o mundo, e era isso que nós também queríamos ter o direito a ser. Há uma revolução escondida nessas esquinas, obrigado por nos teres trazido decibéis dela.

Resta-me a consolação de saber que quando chegar ao inferno ele já lá estará a passar música. Pobre Diabo, a sua vida nunca vai ser a mesma.

Soltas:

  • Martin Rev – Whisper (excerto);
  • The The – Perfect 12”;
  • The Creatures – Miss the Girl;
  • Passions – Skin Deep 12”;
  • Art of Noise – Beat Box (excerto);
  • Theatre of Hate – Do You Believe In the West World;
  • Virgin Prunes – Baby Turns Blue;
  • Beatnigs – Television (The Drug of the Nation);
  • World Domination Enterprises – Jah Jah Call You;
  • Big Audio Dynamite – Much Worse 12”;
  • XTC – Nearly Africa;
  • Butthole Surfers – John E Smoke;
  • The Fall – Strychnine;
  • Dead Kennedys – Kill the Poor;
  • Shriekback – This Big Hush.

O conhecimento da música que fez este Endrominus foi obra do António Sérgio. Muitos dos seus achados deixámo-los por descobrir. Mas, é o que importa, ficou-nos o olfacto. Em grande parte a ele o devemos.

Texto e sua leitura – João José Cardoso (originariamente no Aventar)

Voz e selecção – Pedro Lemos

1h01m33s – 56Mb

Download Endrominus 065

elementos, apenas 3 canções

Publicado por endrominus em Agosto, 2009
Publicado em: joão cardoso, mix, podcast. Com as etiquetas: ar, água, fogo. Deixe um Comentário

elementos

Canções:

  • Mi And L’au – Philosopher
  • Josh Ritter – Thin Blue Flame
  • Jonathan Richman – Astral Plane

Fotografia e mistura:

João Cardoso

14m 40s – 13 MB

Download endrominus064

Raul Solnado, RIP

Publicado por endrominus em Agosto, 2009
Publicado em: joão cardoso. Com as etiquetas: raul solnado. Deixe um Comentário

raul solnado

  • Raul Solnado – História da minha Vida
  • Raul Solnado – A Guerra De 1908

12 MB – 13m41s

Download endrominus063

Mais 16 minutos delicodoces

Publicado por endrominus em Agosto, 2009
Publicado em: joão cardoso, mix, podcast. Deixe um Comentário

a cabeça virada para a terra

que não têm nada que ver com isto.

Música:

  • Jonathan Richman -  My Little Kookenhaken
  • Yang Jiansheng – Achang Love Song
  • Marlene Dietrich – Falling in Love Again
  • Vangelis – Love Theme from Blade Runner
  • Nicolas Cage -  Love me tender

Foto e mix:

João Cardoso

16m – 15 MB

Download endrominus062

Cão Decorado

Publicado por endrominus em Junho, 2009
Publicado em: música e voz, pedro lemos, podcast. Com as etiquetas: cães, cão, condecorações, Ordens Honoríficas. 2 comentários

loire

De acordo com a página oficial das Ordens Honoríficas portuguesas, por razões que a razão dispensa, “Portugal orgulha-se de ter uma longa tradição na atribuição pelo Chefe de Estado de recompensas por serviços prestados ao País, revestindo a forma de condecorações.”

Em virtude dos irrefreáveis impulsos do progresso, “o sistema sofreu ao longo dos séculos uma natural evolução”, e por isso mesmo mantêm “algumas das actuais Ordens Honoríficas Portuguesas origem na Idade Média”.

A explicação existe: as ordens monástico-militares criadas a partir do século XII perderam, com o fim da Reconquista, a sua autonomia, passando no século XVI a depender exclusivamente da coroa. Com a extinção das ordens religiosas no século XIX, converteram-se, por inspiração napoleónica, em ordens assentes no mérito individual, puramente laicas e honoríficas. E com a implantação da República, em 1910, foram abolidas.

Mas com a Guerra ter-se-á verificado um fenómeno não incomum, do foro psico-sócio-estadual, que alguns observadores designam de “recuo sentimental da História”: as Ordens foram ressuscitadas em 1918, com a função de Grão-Mestre a ser atribuída, por inerência, ao Presidente da República. O que, depois de alguns engasgos em 1974, viria a ser corroborado pela Constituição da República Portuguesa.

A Lei Orgânica e o Regulamento das Ordens Honoríficas, de 1986, contagiados de medieval nostalgia, organizam hoje em dia o sistema, mantendo fidelidade às origens. Os laços de vassalagem, garantes de paz social, são fortalecidos anualmente no dia de Portugal, de Camões, da Tragédia Lusitana e das Comunidades Portuguesas, de modo a que o 10 de Junho não passe sem cão decorado agradecido.

As ordens honoríficas portuguesas, doravante humildemente despidas de maiúsculas para não ferir a vista, dividem-se em três grupos: as antigas ordens militares (ordem da torre e espada, do valor, lealdade e mérito; ordem de cristo; ordem de avis e ordem de sant’iago da espada), as ordens nacionais (ordem do infante d. henrique e ordem da liberdade) e as ordens de mérito civil (ordem do mérito, ordem da instrução pública e ordem do mérito agrícola, comercial e industrial). Cada uma tem como fim recompensar méritos excepcionalmente relevantes em várias áreas, desde logo a militar, ou destacados serviços em prol da pátria.

As ordens ordenam-se em graus. Por ordem ascendente, cavaleiro ou dama, oficial, comendador, grande-oficial e grã-cruz. Nas ordens de mérito civil, o grau de cavaleiro é substituído pela medalha. E nas ordens militares da torre e espada, do valor, lealdade e mérito, de sant’iago da espada e nas ordens do infante d. henrique e da liberdade há ainda um grau especial – o grande colar.

Não obstante a variedade de títulos, as ordens sofrem de numerus clausus: para lhes aceder não basta ser sócio do Benfica. É necessário que o presidente da república confira as vagas e emita o respectivo alvará, quer por iniciativa própria, quer por proposta do governo ou dos conselhos das ordens.

As vantagens em ser distinguido como membro de uma ordem são evidentes: para além do direito ao uso da insígnia, ganha-se posição no protocolo de estado, permitindo ocupar lugares em cerimónias públicas. No caso da ordem da capa e espada fica-se mesmo com acesso a uma pensão, mediante requerimento, igual ao salário mínimo nacional, e com a preferência, conferida ao agraciado ou herdeiros, no ingresso em certas instituições sociais geridas pelo estado. Quanto aos deveres, deve o ordenado, sob pena de procedimento disciplinar, regular o seu procedimento pelos ditames da virtude e da honra e defender Portugal em toda e qualquer circunstância, assim como obedecer às instruções e directivas da ordem a que pertence. Isto mesmo é assegurado mediante o preenchimento prévio de uma declaração, no acto da condecoração, e respectiva assinatura.

Por atrelado, caso desejem aceitar ou usar condecorações estrangeiras, os cidadãos nacionais precisam de autorização do governo português: é justo, porque a valia de qualquer português deve ser reconhecida pelo estado português. Este selo de autenticidade de mérito é tanto mais necessário quanto o estado mais facilmente reconhece como bom o que vem certificado de fora. Tanto assim é que foi preciso um nobel para que a mui excepcional grande coleira da ordem de sant’iago da espada fosse atribuída a saramago, antes modesto comendador.

E que dizer de miguel cadilhe, cavaco silva, marques mendes, durão barroso, mota amaral, vítor constâncio, almeida santos, armando vara, joão cravinho, vítor melícias, saraiva martins, carlos carvalhas, carlos brito, narana coissoró, jardim gonçalves, joe berardo, américo amorim, belmiro de azevedo, todos eles ungidos com a grã-cruz da ordem de cristo e/ou com a grã-cruz do infante d. henrique, por destacados serviços prestados a Portugal? Nada. A não ser perguntar “o que é Portugal”?…

mutley-lrg

Música (Portugal visto por forasteiros):

  • John Froman (EUA) – Portuguese Washerwoman;
  • Folkestra (Hungria) – Portugal Kálap (filmzene);
  • The (EC) Nudes (GB) – O Pastor;
  • Flying Lizards (GB) – Portugal;
  • Portugal. The Man (Alaska) – Bellies Are Full;
  • Durruti Column (GB) – Amigos em Portugal;
  • Graciano Saga (Portugal) – Vem Devagar Emigrante.

Texto e voz:

Pedro Lemos

Imagens:

Bois, vale do Loire, 2005 (Pedro Lemos)

Mutley, o cão obcecado por medalhas (Hanna Barbera)

24 MB – 25m45s

Download endrominus061

Sem eira, nem beira, nem palavrões

Publicado por endrominus em Maio, 2009
Publicado em: joão cardoso, mix, podcast. Com as etiquetas: censurado, rádios nacionais, sem eira nem beira, Xutos & Pontapés. 1 comentário

Ordem dos Engenheiros

Segundo o Expresso o  “tema chama-se ‘ Sem Eira nem Beira’, mas não há ninguém que não o conheça por ‘Sr. Engenheiro’. É uma das faixas mais comentadas e cantadas na rua do último disco dos Xutos & Pontapés, lançado a 6 de Abril. Mas, nas rádios nacionais só passou uma vez, uma única vez. “

Adiante ainda ficamos a saber que “Nelson Cunha, director de programas da Mega FM, vai mais longe, explicando que a rádio “não está vocacionada para questões políticas, nem quer disso fazer bandeira. Os nossos princípios são de isenção musical e política”.

Mais longe fui eu, produzindo uma versão da musiquinha expurgada de palavrões, vulgo caralhadas, palavras capazes de ofender a susceptibilidade do ouvinte, e de porem em causa a isenção musical das nossas autocensuradas rádios nacionais, ou nacional-rádios, como preferirem.

Como não gosto de píiiiiiis, utilizei uma engenharia clássica conhecida na gíria por “o disco é que saltou”, utilizando sons genuinamente provenientes de um vinil. Fica à disposição dos interessados, que agora deixam de ter desculpa. Confirmem na letra, convenientemente expurgada das palavras “Senhor Engenheiro”, ai, socorro, como é que agora se apaga isto daqui?

Download Xutos & Pontapés – Sem Eira nem Beira versão censurada

João Cardoso

Sem eira nem beira

(versão censurada)

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem Continue Reading

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