Merry Crise

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Aqui no Endrominus não nos compadecemos com ritos pedófilos. Havia por isso que despachar o natal, uma das mais acrisoladas endrominices dos tempos presentes. Com ou sem estes instrumentos de permuta delapidatória, apreciem então, piedosamente, a lapidação que se segue.

Merry Crise’mas!

Assim: O pai natal não paga as rendas, as renas são penhoradas e o amor ao próximo vacila. As prendas, envergonhadas, embrulham-se em créditos incobráveis despejados em paraísos terrenos profícuos. Têm como laçarotes as políticas laborais de solidariedade com os despedimentos facultativos. Montras de consolas deixam crianças inconsoláveis e os pais depressivos. Consoante a consoada, a família nutre-se de piedosa fraternidade ou de odienta piedade. As missas ficam às moscas. A fé inabalável nos enredos do mercado é substituída pela nacionalização do Menino Jesus. E legalizam de vez a Maria!

Música (por ordem de falência):

  • Jon Rose (Austrália) – Packaging/No Service Alarm Sequence;
  • Bela Fleck & The Flecktones/Avan-ool Sam (NY/Tuva), – Jingle Bells reprise
  • Current 93 (Reino Unido) – Christus, Christus
  • The Residents (Califórnia) – Dumbo, the Clown Who Loved Christmas
  • Lou Monte (América italiana) – Dominic, the Italian Christmas Donkey
  • Wobbly (EUA) – Christian Music
  • Xao Seffcheque & Die Pest (Alemanha) – Sternhagel (exc.)
  • Sonic Youth/William Burroughs (USA) – The Priest, They Call Him (exc.)
  • Manuela Lema Sanchez (Galiza) – O Neñino (Recolha Alan Lomax)
  • Intérprete não identificado (Rio Maior) – Ó Meu Menino Jesus (Recolha Giacometti/Lopes Graça)

Jingles comerciais e separadores:

Spike Jones, Sting, Pastorinhos Eslavos Não Identificados, Emilio Cao, Jon Rose

Letra:

Pedro Lemos

Voz:

Pedro Lemos, Ana, J.P.

Foto:

Wall Street deseja-vos uma Merry Crise, NY, 2002

17:22m – 16MB

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~ por endrominus em Novembro, 2008.

4 Respostas to “Merry Crise”

  1. Gostava de deixar um comentário mas estou a ver o boxe

  2. Que Deus nos livre dos três reis magos que deixaram o puto a chorar nas palhas, para trás ficou também, a vaca, o burro e o magalhães. Esses pilha-galinhas não só não deixaram as prendas como obrigaram todos os presentes a prosseguir com um modelo de avaliação sub-prime.
    José e Maria, educadores recentes, comoveram-se com o novo dos Madredeus. – Tá tudo bem!! Chegaram os refugiados do Dafur.

  3. Há dias e Dias. Palavra de honra…

  4. [...] achava que o nosso postal de Boa Crise Bom Natal era o máximo que se podia fazer nesta quadra. Como a quadra acima demonstra era sempre possível [...]

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